O Flamengo das últimas gerações é esse. Numa comunhão entre torcida e mídia, uma modesta seqüência de bons resultados geram uma avalanche de soberba e grandiosidade acima do que o próprio elenco é capaz. Entretanto, uma única derrota é o suficiente para os mesmos se virarem contra o clube, que por si só, é auto-inflamável. Após a derrota para o Gaymio, o “único grande do Rio” se encontra no purgatório, a vitória contra o cruzeiro no Maracanã é obrigatória, um resultado negativo, será mais uma passagem pelo tão conhecido inferno dos últimos anos.
A linha entre esses três reinos espirituais para o Flamengo é tênue. Incrível é a facilidade com que atravessamos os mesmos. Temos o nosso próprio guia Virgílio; composto pela grandiosidade do clube, torcida e mídia já citadas, a política suja, corrupta e asquerosa que suga o clube há décadas e a sensação de orfandade dos tempos áureos que geram esperança e impaciência conforme simples resultados.
Talvez não sejamos os únicos a sofrer com esse comportamento, mas como diria o velho profeta “o resto que se dane”. Abraços, até a próxima. Para sempre Flamengo.

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